A Igreja é uma família
Deus nos criou para sermos sua família. Esta família é a Sua Igreja espalhada por toda a terra. Assim como em uma grande família em que os filhos formam novos lares, de diferentes tamanhos, alguns com mais filhos do que outros, e cada um acaba assumindo o seu próprio estilo de ser; assim também na Igreja, espalhada por toda a terra, somos todos parte da mesma família, ainda que tenhamos diferentes estilos e tamanhos.
Neste sentido, nossa Comunidade é uma família dentro de outra maior, que é a Igreja do Senhor.
A Comunidade Cristã da Comunhão
Esta parte da Igreja do Senhor tem também o seu próprio estilo e maneira de ser. Somos um povo organizado, temos uma visão clara de para onde estamos indo, e temos muitos desafios pela nossa frente.
Nossa história e o que cremos
O início de nossa comunidade se deu através de uma célula. Cremos em Deus, que se revelou a nós na pessoa de seu Filho Jesus. Este nos resgatou para Deus através de Sua vida, morte e ressurreição, e assim nos constituiu família de Deus.
Como Sua família, vamos orientar nossas vidas segundo o modelo de caráter, ensino e relacionamento com Deus que aprendemos com o exemplo de Jesus.
Nossa estrutura
Procuramos manter a nossa estrutura o mais simples e funcional possível. Para isto, temos a Rede de Relacionamentos e a Rede de Ministérios.
Rede de Relacionamentos — as células
São encontros que chamamos de células: um ambiente de encorajamento, tratamento, cura, edificação, confrontação, perdão e amor, que funciona através dos vínculos de amizade entre os irmãos de nossa Comunidade.
Rede de Ministérios
Visa fornecer aos irmãos o serviço e a edificação, contribuindo para formar uma geração comprometida com o Reino de Deus — não apenas ganhando vidas para Jesus, mas cuidando de cada uma delas.
A Rede de Casais, por exemplo, coordena o avanço estratégico das células de casais, promove seminários e encontros, organiza grandes eventos e tem a sua reunião geral. O mesmo acontece com as redes de jovens, adolescentes, homens, mulheres, crianças e consolidação (Encontro e Discipulado). Tudo sempre visando, em última análise, ganhar e consolidar vidas.
Nosso estilo
Para fins didáticos, vamos encaixar tudo aquilo que é a nossa maneira de praticar o cristianismo no relato bíblico de Atos 2:
Nossos princípios
- Ser uma Comunidade onde não exista tensão e distância entre a liderança e o povo. Queremos juntos ser uma grande equipe, usando os mais diversos dons, e desejosos de fazer coisas grandes para Deus.
- Ser uma Comunidade de gente saudável, onde as famílias são fortes e todos levem uma vida íntegra.
- Para nós, Igreja é gente — e gente que vive em comunhão, desenvolvendo amizades e relacionamentos significativos.
- Ser um povo humilde e dependente de Deus, recorrendo sempre à oração, desenvolvendo assim uma melhor comunhão com Deus.
- Amar a Deus de tal maneira que sejamos levados a detestar o pecado e tudo aquilo que nos afasta da comunhão com Ele.
- Ser uma comunidade terapêutica, de gente acolhedora, onde os feridos de alma são curados, os cativos e oprimidos são livres, os enfermos são sarados pelo poder curador da Palavra do nosso Deus.
- Ser um povo generoso.
- Ser uma comunidade de adoradores.
- Ser uma comunidade de gente simpática, que fala de Jesus e da obra da Cruz com seu estilo de vida, em toda oportunidade.
Nossos valores
- Viver os valores do coração de Deus. O que é valioso para Deus também deve ser para nós. Precisamos nos tornar um modelo de tudo o que cremos.
- O serviço. Servir deve ser a nossa grande marca. Servir bem a Deus e às pessoas.
- A otimização. Deus merece o nosso melhor. Nossos irmãos também.
- A autenticidade. Viver uma vida de integridade. Não queremos gente sem transparência e querendo impressionar os outros. Não vamos ocultar nossos defeitos ou fraquezas — vamos ser normais, autênticos.
- A informalidade. Não somos de pompa e circunstância. Tratamos um ao outro pelo nome e não pelo título, mesmo os títulos dados na igreja. Entendemos que pastor, apóstolo, profeta, mestre, evangelista, presbítero ou diácono são funções dadas a alguns membros do Corpo de Cristo, e não títulos pelos quais devam ser chamados.
- Valorizamos os dons da graça de Deus na vida de nossos irmãos, mais do que seus defeitos. Por isso valorizamos os elogios às pessoas em vez das críticas, ajudando o outro a se afirmar e se ver de uma maneira melhor. Isto implica também em respeitar as diferenças: não estamos em competição com ninguém aqui. Podemos ter diferenças sem ter divisão.
- O aprendizado. Precisamos estar sempre nos aprimorando, descobrindo pessoas que estão fazendo coisas melhores do que nós e aprendendo com elas.
- Trabalhar em equipe. Dependemos uns dos outros. A base para desenvolvermos bem o nosso ministério é procurarmos manter sempre uma forte amizade.
- A liberdade e a flexibilidade. Assim como o ideal, segundo a parábola contada por Jesus, é colocar vinho novo em odres novos, também procuramos acompanhar as mudanças necessárias em nossa estrutura. Estamos sempre nos modificando para melhorar.
- O bom humor. Humor, húmus e humildade vêm da mesma raiz. Igreja, pra nós, deve ser algo gostoso e prazeroso. Esta mesma atitude deve acompanhar o nosso dia a dia no trabalho, nos relacionamentos, nos cultos.
- O crescimento. Plantas foram feitas para crescer, humanos foram feitos para crescer — e entendemos que a igreja também foi feita para crescer. Valorizamos o crescimento pessoal e coletivo.
- O compromisso. A liderança deve ser o modelo de Deus para nossos irmãos no quesito compromisso, que é sinal de maturidade. Precisamos desenvolvê-lo na vida devocional, nos dízimos e ofertas, numa vida moral exemplar, nos deveres de ministério ou trabalho, nos horários, nas contas a pagar, em tudo.
Nosso desafio
Ser uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus.
Uma família — Unidade (Ef 1.5)
Deus quer uma família. Desprezamos o propósito de Deus quando brigamos ou dividimos. Também todas as vezes que cultivamos mágoas, reservas e desprezo pelos nossos irmãos, estamos atentando contra o propósito de Deus.
De muitos filhos — Quantidade (Rm 8.29)
Deus quer que sua família seja extensa e se ramifique por toda a terra.
Semelhantes a Jesus — Qualidade (Rm 8.29)
Deus quer filhos santos, amáveis, servos, verdadeiros e generosos — ou seja, características que evidenciem em nossa vida a Sua imagem.
O propósito eterno de Deus é ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus Cristo. Deus quer unidade, qualidade e quantidade.